Rafaela,21 anos,sagitariana com Ascendente em Capricórnio e Lua em Virgo.Impaciente, atrapalhada,brincalhona, doce-amarga,insegura, dengosa,boca-porca (podre). Pagã.Cursando o 6º Semestre de Publicidade na Católica, mas quer mesmo é ser psicóloga.Soteropolitana. Adora rock´n roll(ama quase todas as bandas que ninguém conhece).Usa óculos e tem uma boa reserva de tecido adiposo, que os amigos insistem em apertar.Planeja se submeter a uma gastroplastia em Julho e adora brincar com o piercing da língua como uma débil mental.












Quinta-feira, Junho 10, 2004
    Quinta-feira, Junho 10, 2004  


moi.

   [ soprado por Rafa - Apenas ela. @ 7:02 PM ] []]



     

**Assim que fiz menção de alcança-lo, voou para mais longe.Voarei atrás, fincarei as unhas e devorarei com avidez o que desejei por tanto tempo.**

   [ soprado por Rafa - Apenas ela. @ 6:36 PM ] []]


Segunda-feira, Junho 07, 2004
    Segunda-feira, Junho 07, 2004  

HINO A PÃ
(de Mestre Therion *)

Vibra do cio subtil da luz,
Meu homem e afã
Vem turbulento da noite a flux
De Pã! Iô Pã!
Iô Pã! Iô Pã! Do mar de além
Vem da Sicília e da Arcádia vem!
Vem como Baco, com fauno e fera
E ninfa e sátiro à tua beira,
Num asno lácteo, do mar sem fim,
A mim, a mim!
Vem com Apolo, nupcial na brisa
(Pegureira e pitonisa),
Vem com Artêmis, leve e estranha,
E a coxa branca, Deus lindo, banha
Ao luar do bosque, em marmóreo monte,
Manhã malhada da àmbrea fonte!
Mergulha o roxo da prece ardente
No ádito rubro, no laço quente,
A alma que aterra em olhos de azul
O ver errar teu capricho exul
No bosque enredo, nos nás que espalma
A árvore viva que é espírito e alma
E corpo e mente - do mar sem fim
(Iô Pã! Iô Pã!),
Diabo ou deus, vem a mim, a mim!
Meu homem e afã!
Vem com trombeta estridente e fina
Pela colina!
Vem com tambor a rufar à beira
Da primavera!
Com frautas e avenas vem sem conto!
Não estou eu pronto?
Eu, que espero e me estorço e luto
Com ar sem ramos onde não nutro
Meu corpo, lasso do abraço em vão,
Áspide aguda, forte leão -
Vem, está fazia
Minha carne, fria
Do cio sozinho da demonia.
À espada corta o que ata e dói,
Ó Tudo-Cria, Tudo-Destrói!
Dá-me o sinal do Olho Aberto,
E da coxa áspera o toque erecto,
Ó Pã! Iô Pã!
Iô Pã! Iô Pã Pã! Pã Pã! Pã.,
Sou homem e afã:
Faze o teu querer sem vontade vã,
Deus grande! Meu Pã!
Iô Pã! Iô Pã! Despertei na dobra
Do aperto da cobra.
A águia rasga com garra e fauce;
Os deuses vão-se;
As feras vêm. Iô Pã! A matado,
Vou no corno levado
Do Unicornado.
Sou Pã! Iô Pã! Iô Pã Pã! Pã!
Sou teu, teu homem e teu afã,
Cabra das tuas, ouro, deus, clara
Carne em teu osso, flor na tua vara.
Com patas de aço os rochedos roço
De solstício severo a equinócio.
E raivo, e rasgo, e roussando fremo,
Sempiterno, mundo sem termo,
Homem, homúnculo, ménade, afã,
Na força de Pã.
Iô Pã! Iô Pã Pã! Pã!



( Fernando Pessoa )

Fernando Pessoa + Crowley. Um mix no mínimo interessante.

   [ soprado por Rafa - Apenas ela. @ 5:38 PM ] []]


Domingo, Junho 06, 2004
    Domingo, Junho 06, 2004  

Estou naquelas fases com cara de jazz e chocolate.Vontade de dormir o dia inteiro e ler tudo o que aparece pela frente.Falta de paciência para ser política, sorrir forçado e ouvir lamentações. Quero meu sossego, minha cama, meus colchões e travesseiros...estou de saco cheio de gente prolixa, pseudoummilhãoemeiodecoisas. Quero silêncio e simplicidade.Quero falar errado, dançar nua na frente do espelho,refletir.



   [ soprado por Rafa - Apenas ela. @ 4:41 PM ] []]