Sábado, Janeiro 17, 2004
Minha fixação por estrelas está quase me levando a tatuar uma(s)...algumas imagens que provavelmente me inspirarão
simples e legal.
tattoostarsshoulder.jpg
tattoostars2.jpg
E eu penso comigo mesma...uma tatuagem colorida seria interessante para quebrar a monotonia das minhas tatuagens pretas?Ou não?
*ouvindo:Cadillac Blindside - "True and Cold"
Sexta-feira, Janeiro 16, 2004
#EE82EE |
Your dominant hues are red and blue. You're confident and like showing people new ideas. You play well with others and can be very influential if you want to be. Your saturation level is lower than average - You don't stress out over things and don't understand people who do. Finishing projects may sometimes be a challenge, but you schedule time as you see fit and the important things all happen in the end, even if not everyone sees your grand master plan. Your outlook on life is bright. You see good things in situations where others may not be able to, and it frustrates you to see them get down on everything. |

You have moderate sub tendencies. You enjoy being
told what to do, though the domme in you kicks
and screams at times. You can be a brat,
deliberately provoking a dominant. You need to
be reminded of your place at times, bitch.
Are you Dominant or Submissive?
brought to you by Quizilla
RAFAELA CUNHA - 7:13 PM
Ultimamente não tenho conseguido escrever nada com começo meio e fim.Apenas fragmentos...como as partes de mim mesma que não consigo juntar.Talvez um outro dia, um outro dia...

Segunda-feira, Janeiro 12, 2004
Era só mais uma noite estranhamente púrpura. Maria Alice fitava as estrelas
no céu e pensava em como a Terra flutuava no Universo negro. Pensamentos
desconexos indo e vindo numa velocidade estonteante. Seu olhar é distante :
ela pensa no amor que não chega. O que é o amor, Maria Alice?
Repare o brilho dos olhos dela, é o reflexo de uma estrela que já se
apagou. É o olhar perplexo de quem admira a noite que passa pela janela,
sempre igual e ao mesmo tempo diferente.
Ela se joga na cama como um saco de carne e fecha os olhos. É engraçado
como ela pode ver por trás das pálpebras - é a noite interna. Não há canção
de ninar, só a voz suave do vento que balbucia que a noite já vai. O sono
não chega, mas já é hora de levantar e sentir o cheiro de café. Maria Alice
levanta e se arruma para sair. É hora de trabalhar, vender algumas horas da
sua existência .Ela trabalha no ateliê de um artista plástico. Passa horas
admirando todos aqueles quadros de paisagens insólitas e traços destorcidos,
já que aquele telefone antigo raramente toca, passa o dia em transe olhando
para a parede bege texturizada, onde estão dispostos quadros de beleza
questionável.
O lugar fede a monotonia, e a partir da chegada acontece uma verdadeira
contagem regressiva. Ela pensa no amor que não veio, que não veio, que não
veio, que não veio...que não virá, que não existe. É só esperar o tempo
passar e lembrar das caminhadas na praia, dos bares de neon malicioso, dos
bons momentos com a família, e a sua gata siamesa...ah, como Maat é doce!
Faltam alguns minutos e ela voltará a fazer parte daquele mundo neurótico. O
ruído enlouquecedor das buzinas voltará a ecoar dentro da sua cabeça, assim
como o choro do filho que ainda não chegou e a fome que faz arder o
estômago.
Maria Alice é uma mulher bonita, jovem ,solitária, independente, esquisita
e sonhadora que sempre esperou encontrar um sapo feio que a ame e leve para
conhecer os vermes do seu pântano fétido. Ostenta cabelos assustadoramente
negros com mexas de um vermelho muito intenso. Muitos dos seus namorados
chegaram a gostar dela, sem que ela tivesse percebido ¿ estava sempre
ocupada demais em perceber as formigas que andavam devagar pela parede da
cozinha e tentar imitar numa folha de papel o degradê alaranjado do
pôr-do-sol. Ela não sabe o que é o amor, mas está ansiosa por conhecê-lo.
Enquanto ele não vem, a vida continua em tons pastéis, como um óculos de
lentes levemente coloridas, e uma música insosa que toca num rádio mal
sintonizado.
Os amigos, onde estão, Maria Alice? Todos fugiram de você - desistiram de
tentar entender o que se passa na sua cabeça atípica. Você não tem nada mais
que palavras soltas para lhes oferecer. Nada mais que letras invisíveis que
voam da sua boca displicentemente, não ajudando em nada. O amor não entende
você, sua louca. Pare de chorar na sua cama, molhando o travesseiro. É
nojento, não tem sentido.
O despertador azul toca mais uma vez. Hora de acordar. Maria Alice lava o
rosto, reparando o seu reflexo no espelho. O tempo muda as pessoas. E se o
tempo tivesse um rosto, como seria? Seria um velho austero, um jovem com
grandes olhos, uma prostituta ruiva, uma beata roliça? Não há mais tempo
para se perder em pensamentos. Ela troca de roupa, põe comida para Maat e
sai apressada para o trabalho.
Ela chega ao ateliê e varre o chão, rodopiando com a vassoura numa
coreografia no mínimo engraçada, tira o pó e liga o ventilador. Senta-se de
frente para ele e começa a pensar com saudade nas noites que teve com seu
último namorado. Era carinho. Amizade. Acabou da pior maneira. Acabou como
não deveria. Não se falam, e não se sabe ao certo o porquê. Talvez tenham
faltado as palavras certas, ou sobrado palavras erradas. Maria Alice, idiota
passional. Onde está o bom senso? Ela já não tem. Ela já não tem muitas
coisas. Até quando terá a si mesma? Provavelmente até o dia em que se perder
no labirinto dos seus pensamentos vagos, ou até sua alma se dissolver em
poeira cósmica.
Um barulho...seriam passos? São passos. Já é possível ver a silhueta de um
homem que se aproxima. Um interessado em arte procura quadros para enfeitar
a área de serviço? Um credor? Só pode ser um curioso!
O homem se dirige à mulher de olhos brilhantes e pergunta o nome do
artista.
(to be continued...)
***será q alguém dessa vez irá me enviar e-mails com um fim inusitado para Maria Alice que não seja suicídio?!?***
