
Todo Amor que Houver Nessa Vida
(Frejat e Cazuza)
Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós, na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente nem vive
Transformar o tédio em melodia...
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno anti-monotonia
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio
O mel e a ferida
E o corpo inteiro feito um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente, não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria

Você que surgiu do nada
Mudou tudo aqui dentro
Você que seguiu sozinho
Jogando minhas cinzas ao vento
Eu já não me importo
Deixo que o vento me leve
Suspensa
Dispersa no ar
Queimem a bruxa
-- She deserves to die --
